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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Portugal: Lisboa, Cascais e Fátima


Essa foi nossa última viagem internacional. Fomos em março (2016) e o Moleque tinha acabado de completar 4 anos. Confesso que Portugal não estava no topo da nossa lista de preferências porque estamos preferindo priorizar os países que vindo do Brasil seria mais caro ou com trajeto mais longo. Mas... uma pessoa muito querida estava indo pra uma conferência e resolvemos encontra-la pra matar a saudade. 
O Moleque, o cata-vento e Cascais
 
Dessa vez fomos só nós dois, primeira viagem a turismo da dupla Mamis & Moleque! Resolvi fazer a experiência de não levar o carrinho. Afinal, ele já estava grandinho, já aguentava caminhar mais... se arrependimento matasse! No primeiro passeio a criança resolve dormir uma estação antes de saltarmos do metrô (ou metro como dizem os portugueses). Resultado, tive que carregá-lo no colo e por sorte desci em frente um shopping (programa que não me atrai) e foi lá que o esparramei em um sofá até o coitado resolver acordar (uma hora depois). Depois dessa levarei carrinho até o Moleque completar a maioridade!
Parque das Nações, Rio Tejo
 

 O que vimos:

Oceanário
 
- Parque das Nações http://www.portaldasnacoes.pt/ localizada ao longo do Rio Tejo que foi planejada para receber a EXPO'98, conta com prédios modernos, área verde, restaurantes e várias atrações para serem visitadas. Além de caminharmos pela margem do Rio Tejo visitamos o Oceanário e o Pavilhão do Conhecimento. O Oceanário https://www.oceanario.pt/ fica localizado em um prédio moderno, com acessibilidade e conta com um enorme aquário central com várias espécies aquáticas. Dentre as atividades oferecidas estão o "Concerto para bebês" e o "Fado miudinho" que oferecem música de qualidade para crianças pequenas tendo o fundo do mar como cenário. Infelizmente as datas das atividadesnão coincidiram com nossa visita. O Pavilhão do Conhecimentohttp://www.pavconhecimento.pt/home/ fica
Muito trabalho!
coladinho ao Oceanário. Como diz o Moleque, é um museu de mexer em tudo. Estilo o Nemo em Amsterdã, o Museu das Ciências em Valência e o Tecnorama na Suíça que relatei anteriormente, a ordem é experienciar conceitos científicos. Logo na entrada tinha um robô praticamente do tamanho do Moleque que nos conduziu até o primeiro espaço (imagina a cara da criança, virou best friend!). Ele possui espaços voltados para diferentes idades, o que mais se adequava ao do Moleque era o "Brincar Ciência". Deu pra brincar de astronauta, dirigir carro de "roda quadrada", desvendar tesouro, "trabalhar" em um canteiro de obras e muito mais. Os monitores foram muito atenciosos, utilizaram uma linguagem adequada para faixa etária e sempre enfatizavam que o Moleque não estava fazendo mágica e sim ciência!  

Robô recepcionista
 


- Castelo de São Jorge http://castelodesaojorge.pt/pt/ um dos pontos turísticos mais visitados em Lisboa. Ele fica no alto de uma colina de onde se avista boa parte da cidade. O tradicional é subir de bondinho, mas optamos pelo microonibus que nos deixou e
Para que me ater a Terra se posso ver o universo?
pegou exatamente no portão de entrada (o bondinho deixa um pouco mais embaixo, o que com criança pequena pode fazer diferença dependendo do cansaço). A vista é linda, principalmente no entardecer e ainda dá pra entrar nas ruínas do castelo, subir as escadas que te levam ainda mais pro alto (esqueça carrinho nessa hora) e de brinde ver pavão (essas aves gostam de nos recepcionar nas viagens). Uma das atividades que eles oferecem que infelizmente não estava disponível quando visitei é o "Jogos em Família" que são brincadeiras e jogos de antigamente para toda família.

Fiéis companheiros de viagem, os pavões!
 


- Fátima http://www.fatima.pt/pt era um lugar que eu tinha bastante vontade de conhecer porque durante minha infância assisti o filme do encontro de Nossa Senhora com as três crianças inúmeras vezes (todo ano passava na TV durante a Semana Santa, não existia Netflix né!). Pegamos o ônibus (ou autocarro segundo os portugueses) na rodoviária e em torno de 1 hora e meia desembarcamos na rodoviária de Fátima, está mais pra uma parada de ônibus do que uma rodoviária. A cidade é bem pequena e não tem nada além do Santuário pra visitar. O Santuário é grande, não tanto quanto o de Aparecida, muito organizado e com facilidade para levar o carrinho. Infelizmente uma parte estava em reforma e coberta com tapumes, confesso que fiquei um pouco frustrada com isso, mas mesmo assim valeu a pena a visita.
Fátima
 

- Cascais é um balneário muito bonito tanto pela arquitetura como pelas praias. Pegamos um trem em Lisboa e em 40 minutos já estávamos lá. Considerando que deixamos Dublin com céu cinza e 5 graus e lá estava ensolarado e beirando os 20 graus dá pra imaginar a nossa alegria, sensação tipo Rio 40 graus! Infelizmente não levamos roupa de banho, mas deu pra brincar na areia e molhar os pés na água do mar, que por sinal é super limpo e calmo. Vale a pena reservar um dia inteiro se o tempo estiver bom pra poder passear pela orla, almoçar em um dos inúmeros restaurantes e explorar um pouco do lugar fora da orla. Vale a pena levar o carrinho. Já falei que me arrependi de não ter levado? ME ARREPENDI!!!!

Praia de Cascais
- Em Belém, estão localizados várias atrações. Conseguimos visitar o Museu da Marinha que tem um acervo legal, com uma parte só de embarcações. Fomos num dia que estava tudo lotado e teríamos que esperar muito tempo na fila para conhecer as outras atrações. Mas deu pra tirar umas fotos do Padrão dos Descobrimentos e da Torre de Belém. Daí vocês vão me perguntar sobre o famoso pastel de Belém. Segui o conselho dos nativos e resolvi provar em outro lugar para escapar da fila e do preço. Não me arrependi nenhum pouco, se o que provei estava delicioso melhor não arriscar. O problema é que não lembro o nome, é uma padaria pequena com muitas delícias que fica próxima ao cruzamento da Av. Almirante Reis com Alameda Dom Afonso Henriques em Lisboa, na mesma calçada do Café Império (pesquisando pelo Google você encontra facilmente). 
Entrada do Museu da Marinha
 


Comida em Portugal merece destaque! Claro que me acabei de comer bacalhau nas mais variadas formas que os portugueses fazem como ninguém. Mas também experimentei a feijoada portuguesa, que faz lembrar um pouco a nossa porque tem feijão e carne de porco, mas eles acrescentam alguns legumes, deliciosa! Provei uma sopa típica, mas não sou chegada a sopa de forma geral então não me encantou. No último almoço não resisti e acabei parando em uma churrascaria a rodízio http://www.chimarrao.pt/. Pra quem mora no Brasil ou em outro país onde carne é boa e barata isso não faz a menor diferença e nem recomendo trocar o bacalhau por churrasco, mas esse não é o nosso caso. Paguei 11 euros (aqui em Dublin é 25 euros sem direito a farofa como acompanhamento, onde já se viu churrasco sem farofa?!) e o Moleque não pagou nada (acho que se arrependeram depois do tanto de picanha que ele comeu).
Cascais
Voltei de Portugal com gostinho de quero mais, com uma lista enorme de lugares para visitar na próxima vez, com saudade do sotaque e encantada com a forma carinhosa que os portugueses nos receberam.



Aprendizados dessa viagem: LEVE O CARRINHO!!!, prove todas as delícias, caso não tenha tempo de visitar muitos lugares, vá aos que te atrair e curta. Viajar com criança não é o mesmo que viajar com adultos, o que não significa que não possa ser prazeroso (huuum, me deu ideia pra um novo post). E o melhor, tive certeza que o Moleque é um ótimo companheiro de viagem e aventuras!
 

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