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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Itália: Milão



Arco della Pace



Antes de falar propriamente de Milão vou explicar porque fomos para lá. Quando decidimos ir pra Bélgica era uma semana de folga do meu trabalho e da escola do Moleque e dava pra conhecer mais um país. Aqui na Europa as passagens aéreas são bem baratas, sempre rola umas promoções, então nosso critério foi o lugar partindo de Bruxelas que a passagem estivesse mais barata, Milão estava 10 euricos!

Os amigos italianos torciam o nariz quando dizia que ia pra lá, falavam que Milão não é Itália, ou seja, fui sem muitas expectativas. Querem saber? Milão é super legal, adoramos! Bom que agora vou ter que conhecer outras cidades italianas pra entender a fala dos italianos.

Além de comer pizza, massas de todos os tipos, tomar gelato hhuuuummmm, beber vinho bom e barato também desbravamos a cidade. Fiz o roteiro inspirado nesse blog http://www.milaonasmaos.it/category/passeios/em-milao/

Piazza del Duomo
Compramos um cartão que dava direito a visitar alguns museus, o que nos fez economizar um pouco. Antes de comprar um desses cartões que são bem comuns em cidades turísticas faça as contas de quantos lugares você realmente deseja visitar levando em consideração seu tempo e logística de locomoção para ver se vale mesmo a pena.
Se você não gosta de cachorros é melhor evitar o Giardini Indro Montanelli. A gente ama!!!
Museu de História Natural https://www.comune.milano.it/dseserver/webcity/documenti.nsf/weball/D59F62FF59DD0506C12571000050BF2C?opendocument (o site é horrível)

Localizado no Giardini Indro Montanelli  http://www.comune.milano.it/wps/portal/ist/it/vivicitta/verde/parchi/giardini_pubblici_montanelli, um parque muito bonito e cheio de atrações para o Moleque (playground, mini locomotiva e muito cachorros) e pertinho do hotel que nos hospedamos, esse Museu é perfeito para quem se interessa por História Natural. Dizem ser um dos melhores da Europa, pelo menos foi o melhor que já visitei.
A locomotiva do parque

Encantado com os dinossauros


Castelo Sforzesco https://www.milanocastello.it/en: Você pode visitar o pátio do castelo e arredores gratuitamente, mas a grata surpresa foi descobrir que o cartão nos dava direito a visitar "Pietà Rondanini di Michelangelo". Eu e Moleque sentamos no chão e ficamos admirando cada detalhe, ele com 4 anos me enchendo de perguntas e comentários, aí está a prova de que devemos proporcionar esse tipo de passeio as nossas crianças.
  
Entrada do Castelo
Muito encantamento nesse momento!
Acquario Civico http://www.acquariocivicomilano.eu/cms/

Saindo do Castelo Sforzesco você encontra o Parque Sempione que seguindo pela direita encontrará o Acquario Civico. Ele está localizado em um prédio histórico muito bonito, mas o acervo é bem limitado. Pra qem já foi ao Oceanário de Lisboa https://poraicomomoleque.blogspot.ie/2016/08/portugal-lisboa-cascais-e-fatima.html e de Valência https://poraicomomoleque.blogspot.ie/2016/07/espanha-valencia.html esse não chega nem perto.  
Dá pra ver uns peixinhos...
O museu é dedicado a arte italiana do século XX e fica ao lado do Duomo di Milano. Tem um acervo muito bom e no último andar se tem uma visão privilegiada do Duomo.

Vista do último andar do museu
Duomo di Milano (não está incluído no cartão) http://www.duomomilano.it/en/
É a principal atração de Milão, lindíssimo! Me fez lembrar os castelinhos que fazia com areia molhada da praia na minha infância. O ponto negativo foram as filas enormes que tivemos que encarar, uma para comprar o ingresso que não é muito barato (criança não paga) e outra para poder entrar. Essa brincadeira me custou um dia inteiro, mas valeu a pena.


Impossível capturar os detalhes

Navigli District: Demos uma passada durante o dia debaixo de muita chuva, estava tudo fechado e a informação que tive é que as pessoas se concentram nos bares e restaurantes ao longo do rio no fim da tarde. Não acho que deve ser muito interessante para as crianças, o que não impede de conhecer.

Dicas:

Se esbalde nos gelattos, são maravilhosos e com preço bom.

Em frente ao Arco della Pace tem vários bares que abrem por volta das 18h onde você paga em torno de 10 euros e come petiscos a vontade, tipo um buffet mas com as misturebas de um self service.

Evite os restaurantes ao redor do Duomo caso não esteja disposto a gastar um pouco mais.

Você encontra muitos vinhos bons e baratos nos mercados espalhados pela cidade.

O acesso ao aeroporto é mais barato com os ônibus que saem da Estação Central, são confortáveis e rápidos. 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Bélgica III: Ghent e Antuérpia

Ghent


Vamos para a última parte da viagem pela Bélgica!

Saímos de Bruges https://poraicomomoleque.blogspot.ie/2016/12/belgica-ii-bruges.html com a sensação  que tínhamos saído de dentro de um livro de conto de fadas e seguimos para Ghent de trem.

Aqui entra a parte "não façam isso em casa"... Iríamos dormir em Antuérpia e Ghent fica no meio do caminho, então por que não dar uma paradinha pra conhecer rapidinho já que disseram que era
Canal de Ghent
pequenina (não confiem em tudo que te dizem por aí no mundo virtual, ok!). Visualizem: um casal, uma criança, 2 mochilas, 2 malas pequenas e pouco tempo. Pra começar a estação do trem não fica perto da cidade antiga, já começamos a descobrir que não era tão pequena assim. Pegamos um tram e em 10 minutos estávamos em frente a primeira atração. A parte antiga realmente é muito bonita, mas depois de conhecer Bruges não causou muito deslumbramento, priincipalmente por alguns prédios não estarem bem conservados. Juntando o fato de estarmos cansados, puxando mala e pensando que ainda tínhamos que chegar em outra cidade o resultado foi que não curtimos o passeio.

Chegamos em Antuérpia a noite, exaustos e com tanta fome que compramos comida na estação do trem pra comer no hotel que ficava bem ao lado com medo de não encontrar nada por lá.

Antuérpia é uma cidade grande, bem diferente das outras que visitamos mas que preserva um pouco da arquitetura antiga, começando pela estação central que é belíssima. Meu objetivo era visitar o Middelheimmuseum http://www.middelheimmuseum.be/en que chamo de "Inhotim
Fachada da Estação Central de Antuérpia
europeu". Resumidamente é um museu de esculturas a céu aberto. Tipo assim, você está andando e tropeça em uma escultura do Rodin!  O lugar é lindo e perfeito para amantes de Arte. O Moleque se esbaldou, tanto curtindo área verde como as instalações interativas. Pena o tempo ter sido curto pois tínhamos que pegar o vôo para a próxima aventura.
Ache a criança na instalação!
 
Opinião pessoal depois dessa experiência é que não vale a pena querer conhecer o máximo de lugares com tempo curto. É melhor ficar com vontade de voltar do que guardar recordações não muito legais.  
Como não ficar fascinado? Convence que não pode entrar?!

Foi muita emoção! Esse Moleque vai ter que me pagar isso um dia, com viagem.


sábado, 17 de dezembro de 2016

Bélgica II: Bruges





Pensa em um lugar que parece que saiu de um livro de conto de fadas. Esse lugar poderia perfeitamente ser Bruges. Simplesmente encantador!

Pegamos um trem em Bruxelas e em menos de 1 hora estávamos em Bruges. Chegamos a noite e não deu pra fazer nada além de deixar as malas no hotel http://www.accorhotels.com/gb/hotel-5046-ibis-budget-brugge-centrum-station/index.shtml que ficava bem ao lado da estação e sairmos pra jantar. Como já estava tarde (pensando no relógio do Moleque) e todos cansados, optamos por desbravar a cidade no dia seguinte.

Tínhamos um dia para conhecermos o lugar, e foi suficiente. Resolvemos tomar café da manhã fora do hotel e não foi um bom negócio pois o preço não saiu tão inferior e o pior, nada abria antes das 10h, o que nos fez perder tempo. Resolvido o problema fome com alguns waffles fomos desbravar essa pequena vila medieval. 

 

Ela é conhecida como a Veneza do Norte devido aos seus canais, claro que fizemos nosso passeio de barco no maior clima de romantismo a 3 e valeu a pena pois conhecemos a cidade por um outro ângulo. Além dos canais e da arquitetura belíssima, Bruges é o paraíso para os amantes de chocolate, é uma loja colada na outra com beleza, sabor e preço para todos os gostos.


Visitar Bruges no outono foi uma das melhores escolhas devido a paisagem exuberante. Pra falar a verdade qualquer lugar na Europa durante o outono já vale a pena.

Mas Bruges é um bom roteiro para crianças? Como já disse antes, na minha opinião e experiência de mãe viajante qualquer lugar onde a criança se sinta bem é adequado. Assim como em Bruxelas não vi nada específico para crianças, mas o Moleque adorou passear de barco, ver os cavalos, patos e cisnes e se lambuzar de chocolate. 

Dica: Vale a pena ficar hospedado em Ghent ou Bruxelas e fazer um bate e volta.

E a viagem continua...próxima parada Ghent e Antuérpia!

 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Bélgica: Bruxelas


Fomos para Bruxelas em outubro e pela primeira vez nos hospedamos num Airbnb https://www.airbnb.com/, excelente experiência!

Mas o que um casal com criança vai fazer na terra da cerveja e do chocolate? Quem pode e gosta bebe cerveja e/ou chocolate, além de batata frita e waffles, hhhuuuummmm!!!!

Confesso que foi o país com menos opções para criança que visitamos até agora. Tome como exemplo o fato de ter visto apenas um parquinho durante 3 dias de andança. Pergunte pro Moleque se isso foi problema: Nenhum! Ele curtiu muito andar pelos parques, comer porcaria (já que em casa isso é bem restrito), conhecer monumentos e até mesmo fazer um walking tour de quase 3 horas (metade foi dormindo). Essa viagem foi a prova de que criança consegue achar graça em lugares que não são parque temáticos.  

Descumpri minha promessa de levar carrinho até o Moleque completar 18 anos https://poraicomomoleque.blogspot.ie/2016/08/portugal-lisboa-cascais-e-fatima.html, só porque dessa vez não fui sozinha. No fim foi um bom negócio, em geral acho que o carrinho não iria facilitar tanto, tinha muita escada, piso irregular e ladeira. Se você está acostumado a andar com o carrinho pelas calçadas brasileiras não vai estranhar tanto.

O que visitamos:
Autoworld http://www.autoworld.be/onthaal
Localizado em um galpão com dois andares, ele apresenta os carros através de uma linha do tempo. Para quem curte carro é bem legal. Eles não tem nada específico para crianças, mas o único carro que se pode entrar é um de corrida que foi o suficiente para fazer a alegria do Moleque. Na frente do museu tem um vendedor de waffles, foram os mais bem recheados que comi na viagem.
 


Museu do brinquedo http://www.museedujouet.eu/index.php/jouet/gestpages/pageenglish
Simplesmente encantador!!!! Me emocionei diversas vezes, pois foi como se eu tivesse voltado no tempo revisitando minha infância e os relatos da minha mãe sobre a dela. Está localizado numa casa antiga com 3 andares, todos ocupados com brinquedos de diferentes épocas. Os que não podem ser tocados ficam em vitrines, os demais podem ser manipulados. Ver meu filho brincando com brinquedos da minha infância e assistir uma peça de teatro de marionetes (mesmo sem saber francês) foi fantástico. Além dos brinquedos, eles tem algumas apresentações sobre brinquedos antigos e teatro de bonecos. O ticket dá direito a visitar o museu por uma semana, pena que era nosso último dia. O único problema é que fecham para almoço, descobrimos isso da pior maneira.





Grand Plaza
Talvez a principal atração, onde é possível passar um bom tempo admirando cada detalhe da arquitetura dos prédios ao redor. A noite fica ainda mais bonito por conta da iluminação. Porém, caso você se sinta incomodado em estar com sua criança no meio de pessoas bebendo eu sugiro evitar passar por lá na sexta a noite, segundo informações é o dia que os jovens se reunem para beber por lá. Eles sentam no chão em vários grupinhos e ficam batendo papo e bebendo, o famoso bobódramo da minha adolescência. Não presenciei nenhuma cena alarmante ou constrangedora, mas fica a dica.
Manneken Pis
A escultura mais famosa da Bélgica fica bem próxima a Grand Plaza. Nada mais é do que uma estátua de uns 50 cm de altura de um garotinho fazendo xixi. Não me pergunte o porquê, mas está sempre rodeada de turistas. O Moleque achou engraçadinha, principalmente porque uma vez por semana eles vestem algum traje e tivemos a oportunidade de vê-lo vestido enquanto fazia xixi.  
O famoso em um dos seus trajes especiais
Alguns outros pontos que visitamos estão abaixo. Para não tornar este post muito longo optei por escrever apenas sobre os que foram mais significativos, mas caso queira saber algum detalhe é só postar nos comentários.


Jardin du Petit Sablon


Les Galeries Royales Saint-Hubert

 


Parque de Bruxelas (imperdível para os caçadores de Pókemon)

Mont des Arts



Parque do Cinquentenário
 
Dicas das gordices Belga:
A melhor batata frita que comemos (muitas vezes por sinal!) foi indicado por um local. É uma portinha que sempre tem uma fila e fica perto da Grand Plaza, chama-se Friterie Tabora

A melhor massa de waffle foi a de um carro próximo a escadaria da Mont des Arts, peça sem recheio, perfeito!

Se quer experimentar algo bem tradicional vá ao restaurante Restobieres http://www.restobieres.eu/en/. Todos os pratos do cardápio tem cerveja como um dos ingredientes, são bem servidos, muito saborosos e a decoração é muito bacana. Pontos negativos: está sempre cheio, faça reserva ou não conseguirá mesa e o atendimento é um pouco enrolado.

Um dos mais famosos pratos da Bélgica é o Moules Frites que são mexilhões com algum molho e batata frita, eu amei. Comemos o nosso no Chez Léon http://www.chezleon.be/en/, onde é preciso fazer reserva se não quiser ficar na fila esperando uma mesa. Agora vem o melhor dessa dica: criança não paga!!! Isso mesmo companheiros, o menu infantil é gratuito e com boas opções.


Chocolate tem trocentas opções, mas o melhor que experimentei em Bruxelas foi o Neuhaus Chocolatier, que você encontra em outros países também. Mas chocolate mesmo é em Bruges, nossa próxima parada!

Cerveja eu não ia dar dica porque não é minha praia, mas como estou falando de Bruxelas seria um absurdo. Dica do meu consultor para assuntos cervejísticos (leia-se marido): For Mi Diable, Delirium Tremens e Duvel.   

Claro que como qualquer lugar encontramos algum aspecto que nos causa estranhamento. No caso de Bruxelas foi a quantidade de soldados armados pelas ruas devido aos atentados terroristas. O Moleque estranhou no início, até porque aqui na Irlanda a polícia não anda armada e ver tantas armas chamou bastante a atenção dele. Mas todos os soldados que passavam por ele mexiam, cumprimentavam com muita simpatia e logo quebrou esse estranhamento.

domingo, 25 de setembro de 2016

Viajando de avião com o Moleque em diferentes fases

Vira e mexe vejo pais em grupos do Facebook preocupados em viajar de avião com as crianças, por isso resolvi compartilhar nossa experiência aqui. Vou dividir esse relato em algumas fases da vida do Moleque:

Bebê 1: na primeira viagem de avião do Moleque ele tinha 10 meses e ainda não andava. O vôo foi noturno (por volta das 23h) e aproximadamente 1 hora e meia de duração. Saímos de casa ele já estava dormindo e acordou praticamente na hora do embarque. Quando o avião decolou dei o peito, ele mamou e dormiu o vôo todo. Se não me engano só troquei a fralda quando chegamos no hotel. Belezinha total!  
Esperando o primeiro vôo

Bebê 2: essa foi a que envolveu mais adrenalina! Ele tinha 1 ano e 8 meses, andava/corria/futucava e usava fralda. Foi a nossa viagem de mudança do Brasil pra Irlanda. Visualize: euzinha sem falar praticamente nada em inglês, o Moleque no sling, 2 malas de 32 kg, mochila, bolsa de criança, um medo danado do que me esperava e vãobora! Foram em torno de 18 horas de viagem, Vitória-Rio-Amsterdã-Dublin, ufa!!! O vôo foi pela KLM, ofereceram alimentação diferenciada pra ele (que preferiu a minha), nos colocaram na fileira do meio nos primeiros assentos após o banheiro garantindo um pouco mais de espaço e onde foi possível colocar o "berço" que eles fornecem. O berço nada mais é que algo tipo uma parte de uma mala aberta, o Moleque ficou espremidinho mas foi extremamente útil me permitindo tirar um sono. De Vitória para o Rio foi tranquilo pois foi pouco tempo. Do Rio pra Amsterdã o avião decolou na hora que o Moleque costuma dormir, então coloquei no peito na decolagem e ele dormiu até o outro dia para minha alegria e de todos os passageiros, claro que acordou cedinho e resolveu explorar o território, mas já estávamos pousando e nem deu tempo de perceber alguma cara feia. De Amsterdã pra Dublin eu já estava super cansada e tinha levado alguns truques na manga (massinha, brinquedos novos, livros) e no fim deu tudo certo!
Depois de muuuiitas horas de viagem e 3 aviões chegamos na Irlanda

3 anos: Fomos nós dois de férias para o Brasil e foi a mais tranquila, já falava, fralda só pra dormir e conseguia se entreter com algo por mais tempo. O chato foi ter pego uma conexão de 6 horas em Paris, mas eles tem espaço da Disney Paris que deu pra ele explorar bem e o tempo passou rapidinho. Como ele já era grandinho não tivemos nenhum "privilégio" no vôo, que por sinal estava bem cheio e então viemos espremidos. Também levei vários livros e brinquedos e dava a medida que enjoava. Tentei montar uma rotina mais próxima possível da de casa, levei pijama, o urso que ele dormia, arrumei tudo como se fosse dormir, mas não era a cama dele, as luzes acesas, telas ligadas... mas foi melhor que imaginei. Na volta o vôo estava vazio, então deu pra pegarmos uma fileira só pra gente, mas foi apertado do mesmo jeito. Tivemos um contra tempo no embarque do Rio pra Paris, já tínhamos passado pela imigração e depois de um tempo de atraso para o embarque me chamaram para comprovar que morávamos na Irlanda pois eu não apresentei bilhete de volta, apresentei meu visto mas criança não tem visto na Irlanda e eles encrencaram mesmo eu mostrando o passaporte dele com vários carimbos antigos. Por fim forneci o telefone da creche dele e pedi para ligarem pra lá (não ligaram) e me liberaram. Dica para quem mora em outro país e o filho viaja com passaporte brasileiro e não tem visto: leve uma declaração da escola ou do médico dele. Interpretação treteira: acho que tinha alguma treta naquele vôo, ele atrasou umas 3 horas e na hora do desembarque tinha um corredor de policiais que quando fui passar pediram para eu passar rápido e deram um jump numa galerinha que estava atrás de mim e foram os últimos a desembarcarem.

As outras viagens foram todas dentro da Europa que são vôos curtos e nem dá tempo de enjoar. Nessas viagens eu levei o carrinho dele, menos pra Portugal (o que foi uma furada, leia o post e entenderá) https://poraicomomoleque.blogspot.ie/2016/08/portugal-lisboa-cascais-e-fatima.html. Em todas foi super tranquilo sem ter que pagar por isso, algumas eu entreguei na hora de embarcar e outras no check in e sempre me entregaram na hora que saí do avião.

Dica muito importante: Todos passageiros irão desembarcar, não precisa se desesperar e sair atropelando os coleguinhas! Sinceramente, eu prefiro embarcar e desembarcar por último. Embarcar porque assim economizo tempo com o Moleque agarrado dentro do avião, a gente fica olhando os tratores, carros, ônibus e aviões no pátio enquanto a galera se acotovela por um lugar marcado (isso merece um estudo!). Desembarcar porque não empato a vida alheia permitindo que meu filho desça as escadas no tempo dele e não precisamos esperar tanto tempo para pegar as malas. Mas se você gosta de adrenalina, se jogue!  

sábado, 27 de agosto de 2016

Irlanda: Aran Islands



Como já mencionei anteriormente moramos em Dublin há quase 3 anos. A Irlanda é um país lindo, com paisagens de tirar o fôlego. É verde de perder de vista, tanto que é conhecida como Ilha Esmeralda. Se você acha que não dá pra se aventurar com criança pequena espero que pelo menos fique em dúvida depois desse relato.


Em julho de 2015 o Moleque tinha pouco mais de 3 anos, resolvemos fazer um tour com mais 3 familiares por 2 dias pelo interior e uma das paradas foi em uma das Aran Islands http://www.aranislands.ie/the-aran-islands/. São três ilhas que podem ser acessadas através de barco que saem de 2 pontos, Doolin em Clare, próximo ao Cliffs of Moher e outro em Rossaveal em Galway http://www.visitaran.ie/. Partindo de Doolin o tempo é menor e foi este que fizemos.
As focas eram muito tímidas e fugiram na hora da foto.

Para chegar ao porto de Doolin a melhor e acho que única forma é de carro, mas tem bastante vaga de estacionamento e gratuito. Fomos no primeiro horário de saída, que era em torno de 9h. A pessoa que nos vendeu o bilhete sugeriu que fossemos na ilha menor porque era mais perto e tinha mais atrações, principalmente para crianças. Ainda bem que aceitamos a sugestão! Não exatamente pelos argumentos, mas porque o barco balançava horrores por conta do mar agitado, apesar do dia estar ensolarado (coisa raríssima por aqui). Só depois que começou a chacoalhar é que entendi porque os funcionários do barco distribuíram sacolas plásticas pra galera, só tente imaginar o estrago nos estômagos, mas nossa turma resistiu bravamente, inclusive o Moleque que não estava entendendo sequer a reação no próprio corpo, mas achou super legal dando muitos gritos e gargalhadas com as ondas batendo no barco e molhando tudo.
Calma, esse não é o barco que pegamos!


Superada a provação desembarcamos em Inis Oirr Island, só não me peça para pronunciar, se o inglês já me desafia imagina o gaélico. O ticket dá direito a permanecer na ilha por 3 horas, tempo suficiente para dar a volta nela, e voltar pra Doolin. Logo que desembarca você encontra algumas possibilidades de transporte para explorar a ilha, optamos por alugar bicicletas e já tínhamos pesquisado que eles ofereciam cadeirinha para criança. Como nosso meio de transporte em Dublin é bicicleta foi bem tranquilo, até porque a maior parte do trajeto é plano.




 
E o que vimos na ilha????? Só respondo através de fotos:

Navio naufragado, imagina o entusiasmo do Moleque

Praias lindas! Mas não me atrevi a entrar na água gelada. Deu pra ver foca, golfinho e caranguejo grandão.


Ruínas
 Esses muros de pedras 
E ainda um lago e especialmente nesse dia SOL que deu até pra sentir calor (quem mora ou morou na Irlanda sabe o que isso representa).

A volta foi mais tranquila, o mar estava mais calmo e não tivemos fortes emoções como na ida. 

Foi um passeio bem aventureiro para o Moleque, como prezamos pelo contato com a natureza ele se esbaldou e se divertiu bastante, tanto que conseguimos passar direto pelo parquinho da ilha. Se você curte estar ao ar livre, por que privar a criança dessas experiências? Isso além de saudável e divertido é muito importante para o desenvolvimento delas. Os cuidados que tomamos nesse passeio: usar protetor solar, oferecer água com frequência, roupas confortáveis e equipamento de segurança na bicicleta.


Loja de aluguel de bicicletas. Dá só uma analisada na placa, aqui a língua predominante é o Gaélico.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Irlanda do Norte

Fomos em julho de 2015 e o Moleque estava com pouco mais de 3 anos. Como moramos em Dublin podemos considerar mais um passeio do que propriamente uma viagem, fomos e voltamos no mesmo dia. 
 
Antes de mais nada é bom deixar claro que a Irlanda do Norte é um outro país, que pertence ao Reino Unido e que dependendo da nacionalidade precisa de visto para visitar (isso não se aplica aos brasileiros). Na prática você só percebe que cruzou a fronteira se ler a placa na beira da estrada, não tem posto de imigração.




O nosso maior interesse era visitar o Giant's Causeway (Calçada do Gigante), que fica em torno de 1 hora e meia de Belfast (a capital). Optamos por contratar um transfer que nos pegou em casa, conhecia bem o caminho e os pontos turísticos, ficou a nossa disposição respeitando nosso interesse e tempo nos lugares e foi super bacana com o Moleque. A paisagem ao longo do caminho é muito bonita, com muitos campos verdes e plantações de ovelhas :), o que ajudou bastante pra entreter o Moleque durante a viagem de quase 3 horas.  
Início da caminhada onde é possível pegar o ônibus

Então vamos ao que interessa, o Giant's Causeway! O passeio começa no Centro de Visitação http://www.giantscausewayofficialguide.com/, onde tem uma exposição explicando sobre o local, sanitários com trocador, uma loja de souvenir e um pequeno restaurante onde optamos por almoçar antes de começar a caminhada. É possível fazer boa parte da visita com carrinho, mas resolvemos não levá-lo pois queríamos ter liberdade de caminhar e explorar o que nos chamasse a atenção (mentira, na verdade estávamos com outras pessoas e sabíamos que teríamos braços pra dividir o peso). Mas o Moleque curtiu tanto explorar as pedras, subir morro e escada, ver ovelha, que quase não pediu colo, em compensação foi só entrar no carro que desabou.

Vista do alto da trilha
O lugar é realmente muito bacana, com uma formação rochosa única que mais parece um enorme quebra-cabeças com as peças cuidadosamente encaixadas. Ao longo da trilha tem áudio explicando diferentes aspectos do lugar, pelo menos foi o que disseram já que o meu fone foi confiscado pela criança e não consegui ouvir quase nada. Para finalizar resolvemos subir uma trilha e pudemos ver tudo do alto, com uma vista linda e algumas ovelhas como companhia na beira do caminho. Pra quem não é muito animado para caminhar é possível pegar um ônibus que te leva diretamente ao ponto principal, óbvio que tem que pagar.



Na volta paramos em Belfast e conseguimos tirar algumas fotos ao
 Cadê o Jack nessa hora?
redor do museu do Titanic (sim, aquele do filme com Leonardo DiCaprio, ele foi construído em Belfast) http://titanicbelfast.com/Explore.aspx, infelizmente ele já estava fechando e não conseguimos visitar mais que o banheiro.

Para quem está na Irlanda dá pra fazer esse passeio de bate e volta tranquilamente com criança. Como nosso interesse maior era o Giant's gastamos muito tempo lá, fizemos o passeio sem pressa e não ficamos arrependidos, mesmo não tendo sobrado tempo para visitar o museu.

Pausa para relaxar e apreciar a vista
Dica: É um passeio que pede roupa/calçado confortável e de preferência impermeável, o risco de chuva sempre é grande pra essas bandas.