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sábado, 17 de dezembro de 2016

Bélgica II: Bruges





Pensa em um lugar que parece que saiu de um livro de conto de fadas. Esse lugar poderia perfeitamente ser Bruges. Simplesmente encantador!

Pegamos um trem em Bruxelas e em menos de 1 hora estávamos em Bruges. Chegamos a noite e não deu pra fazer nada além de deixar as malas no hotel http://www.accorhotels.com/gb/hotel-5046-ibis-budget-brugge-centrum-station/index.shtml que ficava bem ao lado da estação e sairmos pra jantar. Como já estava tarde (pensando no relógio do Moleque) e todos cansados, optamos por desbravar a cidade no dia seguinte.

Tínhamos um dia para conhecermos o lugar, e foi suficiente. Resolvemos tomar café da manhã fora do hotel e não foi um bom negócio pois o preço não saiu tão inferior e o pior, nada abria antes das 10h, o que nos fez perder tempo. Resolvido o problema fome com alguns waffles fomos desbravar essa pequena vila medieval. 

 

Ela é conhecida como a Veneza do Norte devido aos seus canais, claro que fizemos nosso passeio de barco no maior clima de romantismo a 3 e valeu a pena pois conhecemos a cidade por um outro ângulo. Além dos canais e da arquitetura belíssima, Bruges é o paraíso para os amantes de chocolate, é uma loja colada na outra com beleza, sabor e preço para todos os gostos.


Visitar Bruges no outono foi uma das melhores escolhas devido a paisagem exuberante. Pra falar a verdade qualquer lugar na Europa durante o outono já vale a pena.

Mas Bruges é um bom roteiro para crianças? Como já disse antes, na minha opinião e experiência de mãe viajante qualquer lugar onde a criança se sinta bem é adequado. Assim como em Bruxelas não vi nada específico para crianças, mas o Moleque adorou passear de barco, ver os cavalos, patos e cisnes e se lambuzar de chocolate. 

Dica: Vale a pena ficar hospedado em Ghent ou Bruxelas e fazer um bate e volta.

E a viagem continua...próxima parada Ghent e Antuérpia!

 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Bélgica: Bruxelas


Fomos para Bruxelas em outubro e pela primeira vez nos hospedamos num Airbnb https://www.airbnb.com/, excelente experiência!

Mas o que um casal com criança vai fazer na terra da cerveja e do chocolate? Quem pode e gosta bebe cerveja e/ou chocolate, além de batata frita e waffles, hhhuuuummmm!!!!

Confesso que foi o país com menos opções para criança que visitamos até agora. Tome como exemplo o fato de ter visto apenas um parquinho durante 3 dias de andança. Pergunte pro Moleque se isso foi problema: Nenhum! Ele curtiu muito andar pelos parques, comer porcaria (já que em casa isso é bem restrito), conhecer monumentos e até mesmo fazer um walking tour de quase 3 horas (metade foi dormindo). Essa viagem foi a prova de que criança consegue achar graça em lugares que não são parque temáticos.  

Descumpri minha promessa de levar carrinho até o Moleque completar 18 anos https://poraicomomoleque.blogspot.ie/2016/08/portugal-lisboa-cascais-e-fatima.html, só porque dessa vez não fui sozinha. No fim foi um bom negócio, em geral acho que o carrinho não iria facilitar tanto, tinha muita escada, piso irregular e ladeira. Se você está acostumado a andar com o carrinho pelas calçadas brasileiras não vai estranhar tanto.

O que visitamos:
Autoworld http://www.autoworld.be/onthaal
Localizado em um galpão com dois andares, ele apresenta os carros através de uma linha do tempo. Para quem curte carro é bem legal. Eles não tem nada específico para crianças, mas o único carro que se pode entrar é um de corrida que foi o suficiente para fazer a alegria do Moleque. Na frente do museu tem um vendedor de waffles, foram os mais bem recheados que comi na viagem.
 


Museu do brinquedo http://www.museedujouet.eu/index.php/jouet/gestpages/pageenglish
Simplesmente encantador!!!! Me emocionei diversas vezes, pois foi como se eu tivesse voltado no tempo revisitando minha infância e os relatos da minha mãe sobre a dela. Está localizado numa casa antiga com 3 andares, todos ocupados com brinquedos de diferentes épocas. Os que não podem ser tocados ficam em vitrines, os demais podem ser manipulados. Ver meu filho brincando com brinquedos da minha infância e assistir uma peça de teatro de marionetes (mesmo sem saber francês) foi fantástico. Além dos brinquedos, eles tem algumas apresentações sobre brinquedos antigos e teatro de bonecos. O ticket dá direito a visitar o museu por uma semana, pena que era nosso último dia. O único problema é que fecham para almoço, descobrimos isso da pior maneira.





Grand Plaza
Talvez a principal atração, onde é possível passar um bom tempo admirando cada detalhe da arquitetura dos prédios ao redor. A noite fica ainda mais bonito por conta da iluminação. Porém, caso você se sinta incomodado em estar com sua criança no meio de pessoas bebendo eu sugiro evitar passar por lá na sexta a noite, segundo informações é o dia que os jovens se reunem para beber por lá. Eles sentam no chão em vários grupinhos e ficam batendo papo e bebendo, o famoso bobódramo da minha adolescência. Não presenciei nenhuma cena alarmante ou constrangedora, mas fica a dica.
Manneken Pis
A escultura mais famosa da Bélgica fica bem próxima a Grand Plaza. Nada mais é do que uma estátua de uns 50 cm de altura de um garotinho fazendo xixi. Não me pergunte o porquê, mas está sempre rodeada de turistas. O Moleque achou engraçadinha, principalmente porque uma vez por semana eles vestem algum traje e tivemos a oportunidade de vê-lo vestido enquanto fazia xixi.  
O famoso em um dos seus trajes especiais
Alguns outros pontos que visitamos estão abaixo. Para não tornar este post muito longo optei por escrever apenas sobre os que foram mais significativos, mas caso queira saber algum detalhe é só postar nos comentários.


Jardin du Petit Sablon


Les Galeries Royales Saint-Hubert

 


Parque de Bruxelas (imperdível para os caçadores de Pókemon)

Mont des Arts



Parque do Cinquentenário
 
Dicas das gordices Belga:
A melhor batata frita que comemos (muitas vezes por sinal!) foi indicado por um local. É uma portinha que sempre tem uma fila e fica perto da Grand Plaza, chama-se Friterie Tabora

A melhor massa de waffle foi a de um carro próximo a escadaria da Mont des Arts, peça sem recheio, perfeito!

Se quer experimentar algo bem tradicional vá ao restaurante Restobieres http://www.restobieres.eu/en/. Todos os pratos do cardápio tem cerveja como um dos ingredientes, são bem servidos, muito saborosos e a decoração é muito bacana. Pontos negativos: está sempre cheio, faça reserva ou não conseguirá mesa e o atendimento é um pouco enrolado.

Um dos mais famosos pratos da Bélgica é o Moules Frites que são mexilhões com algum molho e batata frita, eu amei. Comemos o nosso no Chez Léon http://www.chezleon.be/en/, onde é preciso fazer reserva se não quiser ficar na fila esperando uma mesa. Agora vem o melhor dessa dica: criança não paga!!! Isso mesmo companheiros, o menu infantil é gratuito e com boas opções.


Chocolate tem trocentas opções, mas o melhor que experimentei em Bruxelas foi o Neuhaus Chocolatier, que você encontra em outros países também. Mas chocolate mesmo é em Bruges, nossa próxima parada!

Cerveja eu não ia dar dica porque não é minha praia, mas como estou falando de Bruxelas seria um absurdo. Dica do meu consultor para assuntos cervejísticos (leia-se marido): For Mi Diable, Delirium Tremens e Duvel.   

Claro que como qualquer lugar encontramos algum aspecto que nos causa estranhamento. No caso de Bruxelas foi a quantidade de soldados armados pelas ruas devido aos atentados terroristas. O Moleque estranhou no início, até porque aqui na Irlanda a polícia não anda armada e ver tantas armas chamou bastante a atenção dele. Mas todos os soldados que passavam por ele mexiam, cumprimentavam com muita simpatia e logo quebrou esse estranhamento.

domingo, 25 de setembro de 2016

Viajando de avião com o Moleque em diferentes fases

Vira e mexe vejo pais em grupos do Facebook preocupados em viajar de avião com as crianças, por isso resolvi compartilhar nossa experiência aqui. Vou dividir esse relato em algumas fases da vida do Moleque:

Bebê 1: na primeira viagem de avião do Moleque ele tinha 10 meses e ainda não andava. O vôo foi noturno (por volta das 23h) e aproximadamente 1 hora e meia de duração. Saímos de casa ele já estava dormindo e acordou praticamente na hora do embarque. Quando o avião decolou dei o peito, ele mamou e dormiu o vôo todo. Se não me engano só troquei a fralda quando chegamos no hotel. Belezinha total!  
Esperando o primeiro vôo

Bebê 2: essa foi a que envolveu mais adrenalina! Ele tinha 1 ano e 8 meses, andava/corria/futucava e usava fralda. Foi a nossa viagem de mudança do Brasil pra Irlanda. Visualize: euzinha sem falar praticamente nada em inglês, o Moleque no sling, 2 malas de 32 kg, mochila, bolsa de criança, um medo danado do que me esperava e vãobora! Foram em torno de 18 horas de viagem, Vitória-Rio-Amsterdã-Dublin, ufa!!! O vôo foi pela KLM, ofereceram alimentação diferenciada pra ele (que preferiu a minha), nos colocaram na fileira do meio nos primeiros assentos após o banheiro garantindo um pouco mais de espaço e onde foi possível colocar o "berço" que eles fornecem. O berço nada mais é que algo tipo uma parte de uma mala aberta, o Moleque ficou espremidinho mas foi extremamente útil me permitindo tirar um sono. De Vitória para o Rio foi tranquilo pois foi pouco tempo. Do Rio pra Amsterdã o avião decolou na hora que o Moleque costuma dormir, então coloquei no peito na decolagem e ele dormiu até o outro dia para minha alegria e de todos os passageiros, claro que acordou cedinho e resolveu explorar o território, mas já estávamos pousando e nem deu tempo de perceber alguma cara feia. De Amsterdã pra Dublin eu já estava super cansada e tinha levado alguns truques na manga (massinha, brinquedos novos, livros) e no fim deu tudo certo!
Depois de muuuiitas horas de viagem e 3 aviões chegamos na Irlanda

3 anos: Fomos nós dois de férias para o Brasil e foi a mais tranquila, já falava, fralda só pra dormir e conseguia se entreter com algo por mais tempo. O chato foi ter pego uma conexão de 6 horas em Paris, mas eles tem espaço da Disney Paris que deu pra ele explorar bem e o tempo passou rapidinho. Como ele já era grandinho não tivemos nenhum "privilégio" no vôo, que por sinal estava bem cheio e então viemos espremidos. Também levei vários livros e brinquedos e dava a medida que enjoava. Tentei montar uma rotina mais próxima possível da de casa, levei pijama, o urso que ele dormia, arrumei tudo como se fosse dormir, mas não era a cama dele, as luzes acesas, telas ligadas... mas foi melhor que imaginei. Na volta o vôo estava vazio, então deu pra pegarmos uma fileira só pra gente, mas foi apertado do mesmo jeito. Tivemos um contra tempo no embarque do Rio pra Paris, já tínhamos passado pela imigração e depois de um tempo de atraso para o embarque me chamaram para comprovar que morávamos na Irlanda pois eu não apresentei bilhete de volta, apresentei meu visto mas criança não tem visto na Irlanda e eles encrencaram mesmo eu mostrando o passaporte dele com vários carimbos antigos. Por fim forneci o telefone da creche dele e pedi para ligarem pra lá (não ligaram) e me liberaram. Dica para quem mora em outro país e o filho viaja com passaporte brasileiro e não tem visto: leve uma declaração da escola ou do médico dele. Interpretação treteira: acho que tinha alguma treta naquele vôo, ele atrasou umas 3 horas e na hora do desembarque tinha um corredor de policiais que quando fui passar pediram para eu passar rápido e deram um jump numa galerinha que estava atrás de mim e foram os últimos a desembarcarem.

As outras viagens foram todas dentro da Europa que são vôos curtos e nem dá tempo de enjoar. Nessas viagens eu levei o carrinho dele, menos pra Portugal (o que foi uma furada, leia o post e entenderá) https://poraicomomoleque.blogspot.ie/2016/08/portugal-lisboa-cascais-e-fatima.html. Em todas foi super tranquilo sem ter que pagar por isso, algumas eu entreguei na hora de embarcar e outras no check in e sempre me entregaram na hora que saí do avião.

Dica muito importante: Todos passageiros irão desembarcar, não precisa se desesperar e sair atropelando os coleguinhas! Sinceramente, eu prefiro embarcar e desembarcar por último. Embarcar porque assim economizo tempo com o Moleque agarrado dentro do avião, a gente fica olhando os tratores, carros, ônibus e aviões no pátio enquanto a galera se acotovela por um lugar marcado (isso merece um estudo!). Desembarcar porque não empato a vida alheia permitindo que meu filho desça as escadas no tempo dele e não precisamos esperar tanto tempo para pegar as malas. Mas se você gosta de adrenalina, se jogue!  

sábado, 27 de agosto de 2016

Irlanda: Aran Islands



Como já mencionei anteriormente moramos em Dublin há quase 3 anos. A Irlanda é um país lindo, com paisagens de tirar o fôlego. É verde de perder de vista, tanto que é conhecida como Ilha Esmeralda. Se você acha que não dá pra se aventurar com criança pequena espero que pelo menos fique em dúvida depois desse relato.


Em julho de 2015 o Moleque tinha pouco mais de 3 anos, resolvemos fazer um tour com mais 3 familiares por 2 dias pelo interior e uma das paradas foi em uma das Aran Islands http://www.aranislands.ie/the-aran-islands/. São três ilhas que podem ser acessadas através de barco que saem de 2 pontos, Doolin em Clare, próximo ao Cliffs of Moher e outro em Rossaveal em Galway http://www.visitaran.ie/. Partindo de Doolin o tempo é menor e foi este que fizemos.
As focas eram muito tímidas e fugiram na hora da foto.

Para chegar ao porto de Doolin a melhor e acho que única forma é de carro, mas tem bastante vaga de estacionamento e gratuito. Fomos no primeiro horário de saída, que era em torno de 9h. A pessoa que nos vendeu o bilhete sugeriu que fossemos na ilha menor porque era mais perto e tinha mais atrações, principalmente para crianças. Ainda bem que aceitamos a sugestão! Não exatamente pelos argumentos, mas porque o barco balançava horrores por conta do mar agitado, apesar do dia estar ensolarado (coisa raríssima por aqui). Só depois que começou a chacoalhar é que entendi porque os funcionários do barco distribuíram sacolas plásticas pra galera, só tente imaginar o estrago nos estômagos, mas nossa turma resistiu bravamente, inclusive o Moleque que não estava entendendo sequer a reação no próprio corpo, mas achou super legal dando muitos gritos e gargalhadas com as ondas batendo no barco e molhando tudo.
Calma, esse não é o barco que pegamos!


Superada a provação desembarcamos em Inis Oirr Island, só não me peça para pronunciar, se o inglês já me desafia imagina o gaélico. O ticket dá direito a permanecer na ilha por 3 horas, tempo suficiente para dar a volta nela, e voltar pra Doolin. Logo que desembarca você encontra algumas possibilidades de transporte para explorar a ilha, optamos por alugar bicicletas e já tínhamos pesquisado que eles ofereciam cadeirinha para criança. Como nosso meio de transporte em Dublin é bicicleta foi bem tranquilo, até porque a maior parte do trajeto é plano.




 
E o que vimos na ilha????? Só respondo através de fotos:

Navio naufragado, imagina o entusiasmo do Moleque

Praias lindas! Mas não me atrevi a entrar na água gelada. Deu pra ver foca, golfinho e caranguejo grandão.


Ruínas
 Esses muros de pedras 
E ainda um lago e especialmente nesse dia SOL que deu até pra sentir calor (quem mora ou morou na Irlanda sabe o que isso representa).

A volta foi mais tranquila, o mar estava mais calmo e não tivemos fortes emoções como na ida. 

Foi um passeio bem aventureiro para o Moleque, como prezamos pelo contato com a natureza ele se esbaldou e se divertiu bastante, tanto que conseguimos passar direto pelo parquinho da ilha. Se você curte estar ao ar livre, por que privar a criança dessas experiências? Isso além de saudável e divertido é muito importante para o desenvolvimento delas. Os cuidados que tomamos nesse passeio: usar protetor solar, oferecer água com frequência, roupas confortáveis e equipamento de segurança na bicicleta.


Loja de aluguel de bicicletas. Dá só uma analisada na placa, aqui a língua predominante é o Gaélico.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Irlanda do Norte

Fomos em julho de 2015 e o Moleque estava com pouco mais de 3 anos. Como moramos em Dublin podemos considerar mais um passeio do que propriamente uma viagem, fomos e voltamos no mesmo dia. 
 
Antes de mais nada é bom deixar claro que a Irlanda do Norte é um outro país, que pertence ao Reino Unido e que dependendo da nacionalidade precisa de visto para visitar (isso não se aplica aos brasileiros). Na prática você só percebe que cruzou a fronteira se ler a placa na beira da estrada, não tem posto de imigração.




O nosso maior interesse era visitar o Giant's Causeway (Calçada do Gigante), que fica em torno de 1 hora e meia de Belfast (a capital). Optamos por contratar um transfer que nos pegou em casa, conhecia bem o caminho e os pontos turísticos, ficou a nossa disposição respeitando nosso interesse e tempo nos lugares e foi super bacana com o Moleque. A paisagem ao longo do caminho é muito bonita, com muitos campos verdes e plantações de ovelhas :), o que ajudou bastante pra entreter o Moleque durante a viagem de quase 3 horas.  
Início da caminhada onde é possível pegar o ônibus

Então vamos ao que interessa, o Giant's Causeway! O passeio começa no Centro de Visitação http://www.giantscausewayofficialguide.com/, onde tem uma exposição explicando sobre o local, sanitários com trocador, uma loja de souvenir e um pequeno restaurante onde optamos por almoçar antes de começar a caminhada. É possível fazer boa parte da visita com carrinho, mas resolvemos não levá-lo pois queríamos ter liberdade de caminhar e explorar o que nos chamasse a atenção (mentira, na verdade estávamos com outras pessoas e sabíamos que teríamos braços pra dividir o peso). Mas o Moleque curtiu tanto explorar as pedras, subir morro e escada, ver ovelha, que quase não pediu colo, em compensação foi só entrar no carro que desabou.

Vista do alto da trilha
O lugar é realmente muito bacana, com uma formação rochosa única que mais parece um enorme quebra-cabeças com as peças cuidadosamente encaixadas. Ao longo da trilha tem áudio explicando diferentes aspectos do lugar, pelo menos foi o que disseram já que o meu fone foi confiscado pela criança e não consegui ouvir quase nada. Para finalizar resolvemos subir uma trilha e pudemos ver tudo do alto, com uma vista linda e algumas ovelhas como companhia na beira do caminho. Pra quem não é muito animado para caminhar é possível pegar um ônibus que te leva diretamente ao ponto principal, óbvio que tem que pagar.



Na volta paramos em Belfast e conseguimos tirar algumas fotos ao
 Cadê o Jack nessa hora?
redor do museu do Titanic (sim, aquele do filme com Leonardo DiCaprio, ele foi construído em Belfast) http://titanicbelfast.com/Explore.aspx, infelizmente ele já estava fechando e não conseguimos visitar mais que o banheiro.

Para quem está na Irlanda dá pra fazer esse passeio de bate e volta tranquilamente com criança. Como nosso interesse maior era o Giant's gastamos muito tempo lá, fizemos o passeio sem pressa e não ficamos arrependidos, mesmo não tendo sobrado tempo para visitar o museu.

Pausa para relaxar e apreciar a vista
Dica: É um passeio que pede roupa/calçado confortável e de preferência impermeável, o risco de chuva sempre é grande pra essas bandas. 


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Portugal: Lisboa, Cascais e Fátima


Essa foi nossa última viagem internacional. Fomos em março (2016) e o Moleque tinha acabado de completar 4 anos. Confesso que Portugal não estava no topo da nossa lista de preferências porque estamos preferindo priorizar os países que vindo do Brasil seria mais caro ou com trajeto mais longo. Mas... uma pessoa muito querida estava indo pra uma conferência e resolvemos encontra-la pra matar a saudade. 
O Moleque, o cata-vento e Cascais
 
Dessa vez fomos só nós dois, primeira viagem a turismo da dupla Mamis & Moleque! Resolvi fazer a experiência de não levar o carrinho. Afinal, ele já estava grandinho, já aguentava caminhar mais... se arrependimento matasse! No primeiro passeio a criança resolve dormir uma estação antes de saltarmos do metrô (ou metro como dizem os portugueses). Resultado, tive que carregá-lo no colo e por sorte desci em frente um shopping (programa que não me atrai) e foi lá que o esparramei em um sofá até o coitado resolver acordar (uma hora depois). Depois dessa levarei carrinho até o Moleque completar a maioridade!
Parque das Nações, Rio Tejo
 

 O que vimos:

Oceanário
 
- Parque das Nações http://www.portaldasnacoes.pt/ localizada ao longo do Rio Tejo que foi planejada para receber a EXPO'98, conta com prédios modernos, área verde, restaurantes e várias atrações para serem visitadas. Além de caminharmos pela margem do Rio Tejo visitamos o Oceanário e o Pavilhão do Conhecimento. O Oceanário https://www.oceanario.pt/ fica localizado em um prédio moderno, com acessibilidade e conta com um enorme aquário central com várias espécies aquáticas. Dentre as atividades oferecidas estão o "Concerto para bebês" e o "Fado miudinho" que oferecem música de qualidade para crianças pequenas tendo o fundo do mar como cenário. Infelizmente as datas das atividadesnão coincidiram com nossa visita. O Pavilhão do Conhecimentohttp://www.pavconhecimento.pt/home/ fica
Muito trabalho!
coladinho ao Oceanário. Como diz o Moleque, é um museu de mexer em tudo. Estilo o Nemo em Amsterdã, o Museu das Ciências em Valência e o Tecnorama na Suíça que relatei anteriormente, a ordem é experienciar conceitos científicos. Logo na entrada tinha um robô praticamente do tamanho do Moleque que nos conduziu até o primeiro espaço (imagina a cara da criança, virou best friend!). Ele possui espaços voltados para diferentes idades, o que mais se adequava ao do Moleque era o "Brincar Ciência". Deu pra brincar de astronauta, dirigir carro de "roda quadrada", desvendar tesouro, "trabalhar" em um canteiro de obras e muito mais. Os monitores foram muito atenciosos, utilizaram uma linguagem adequada para faixa etária e sempre enfatizavam que o Moleque não estava fazendo mágica e sim ciência!  

Robô recepcionista
 


- Castelo de São Jorge http://castelodesaojorge.pt/pt/ um dos pontos turísticos mais visitados em Lisboa. Ele fica no alto de uma colina de onde se avista boa parte da cidade. O tradicional é subir de bondinho, mas optamos pelo microonibus que nos deixou e
Para que me ater a Terra se posso ver o universo?
pegou exatamente no portão de entrada (o bondinho deixa um pouco mais embaixo, o que com criança pequena pode fazer diferença dependendo do cansaço). A vista é linda, principalmente no entardecer e ainda dá pra entrar nas ruínas do castelo, subir as escadas que te levam ainda mais pro alto (esqueça carrinho nessa hora) e de brinde ver pavão (essas aves gostam de nos recepcionar nas viagens). Uma das atividades que eles oferecem que infelizmente não estava disponível quando visitei é o "Jogos em Família" que são brincadeiras e jogos de antigamente para toda família.

Fiéis companheiros de viagem, os pavões!
 


- Fátima http://www.fatima.pt/pt era um lugar que eu tinha bastante vontade de conhecer porque durante minha infância assisti o filme do encontro de Nossa Senhora com as três crianças inúmeras vezes (todo ano passava na TV durante a Semana Santa, não existia Netflix né!). Pegamos o ônibus (ou autocarro segundo os portugueses) na rodoviária e em torno de 1 hora e meia desembarcamos na rodoviária de Fátima, está mais pra uma parada de ônibus do que uma rodoviária. A cidade é bem pequena e não tem nada além do Santuário pra visitar. O Santuário é grande, não tanto quanto o de Aparecida, muito organizado e com facilidade para levar o carrinho. Infelizmente uma parte estava em reforma e coberta com tapumes, confesso que fiquei um pouco frustrada com isso, mas mesmo assim valeu a pena a visita.
Fátima
 

- Cascais é um balneário muito bonito tanto pela arquitetura como pelas praias. Pegamos um trem em Lisboa e em 40 minutos já estávamos lá. Considerando que deixamos Dublin com céu cinza e 5 graus e lá estava ensolarado e beirando os 20 graus dá pra imaginar a nossa alegria, sensação tipo Rio 40 graus! Infelizmente não levamos roupa de banho, mas deu pra brincar na areia e molhar os pés na água do mar, que por sinal é super limpo e calmo. Vale a pena reservar um dia inteiro se o tempo estiver bom pra poder passear pela orla, almoçar em um dos inúmeros restaurantes e explorar um pouco do lugar fora da orla. Vale a pena levar o carrinho. Já falei que me arrependi de não ter levado? ME ARREPENDI!!!!

Praia de Cascais
- Em Belém, estão localizados várias atrações. Conseguimos visitar o Museu da Marinha que tem um acervo legal, com uma parte só de embarcações. Fomos num dia que estava tudo lotado e teríamos que esperar muito tempo na fila para conhecer as outras atrações. Mas deu pra tirar umas fotos do Padrão dos Descobrimentos e da Torre de Belém. Daí vocês vão me perguntar sobre o famoso pastel de Belém. Segui o conselho dos nativos e resolvi provar em outro lugar para escapar da fila e do preço. Não me arrependi nenhum pouco, se o que provei estava delicioso melhor não arriscar. O problema é que não lembro o nome, é uma padaria pequena com muitas delícias que fica próxima ao cruzamento da Av. Almirante Reis com Alameda Dom Afonso Henriques em Lisboa, na mesma calçada do Café Império (pesquisando pelo Google você encontra facilmente). 
Entrada do Museu da Marinha
 


Comida em Portugal merece destaque! Claro que me acabei de comer bacalhau nas mais variadas formas que os portugueses fazem como ninguém. Mas também experimentei a feijoada portuguesa, que faz lembrar um pouco a nossa porque tem feijão e carne de porco, mas eles acrescentam alguns legumes, deliciosa! Provei uma sopa típica, mas não sou chegada a sopa de forma geral então não me encantou. No último almoço não resisti e acabei parando em uma churrascaria a rodízio http://www.chimarrao.pt/. Pra quem mora no Brasil ou em outro país onde carne é boa e barata isso não faz a menor diferença e nem recomendo trocar o bacalhau por churrasco, mas esse não é o nosso caso. Paguei 11 euros (aqui em Dublin é 25 euros sem direito a farofa como acompanhamento, onde já se viu churrasco sem farofa?!) e o Moleque não pagou nada (acho que se arrependeram depois do tanto de picanha que ele comeu).
Cascais
Voltei de Portugal com gostinho de quero mais, com uma lista enorme de lugares para visitar na próxima vez, com saudade do sotaque e encantada com a forma carinhosa que os portugueses nos receberam.



Aprendizados dessa viagem: LEVE O CARRINHO!!!, prove todas as delícias, caso não tenha tempo de visitar muitos lugares, vá aos que te atrair e curta. Viajar com criança não é o mesmo que viajar com adultos, o que não significa que não possa ser prazeroso (huuum, me deu ideia pra um novo post). E o melhor, tive certeza que o Moleque é um ótimo companheiro de viagem e aventuras!
 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Espanha: Valência


Aproveitando o ritmo do verão europeu, apesar do que aqui na Irlanda a chuva é presença garantida e 20 graus é considerado 40 graus no Brasil, vamos pra mais um relato atrasado, eeeeeee!!!!!
Centro Histórico

Visitamos Valência por cinco dias no verão passado (2015). O Moleque tinha pouco mais de 3 anos e já estava desfraldado durante o dia, o que facilitou muito a nossa vida pois não precisamos levar ou comprar um monte de fraldas durante esse tempo.  
Uma parte da Ciudad de las Artes y de las Ciencias



Valência é uma cidade com praias agradáveis, mas nada de "ó que maravilha!" O bacana mesmo são os locais de visitação que envolvem história, arte e ciência. Diria que é um local onde o antigo e o moderno se integram de forma harmoniosa. 





O que vimos em Valência:


- as praias, que como disse antes não tem nada de espetacular comparada  as do Brasil. A faixa de areia é bem larga, água limpa e calma, tem um calçadão legal, fácil de chegar de transporte público, muitos restaurantes com banheiro, chuveiro na praia, acessível para cadeirantes e alguns parquinhos. Super normal as mulheres de topless, principalmente as mais velhas, assim como as crianças ficarem sem roupa na praia.




Passeio de barco entre os prédios da Ciudad de las Artes
-   Cidade das Artes e das Ciências   http://www.cac.es/es/home.html, projetada e construída no antigo leito de um rio ela possui vários prédios modernos abertos a visitação, além de parquinhos, área verde e locais para caminhada. O imperdível para a criançada é o Oceanogràfic https://www.oceanografic.org/. Apesar de dizerem que o de Lisboa é maior, na minha opinião o de Valência supera
Uma pequena parte do Oceanário
absurdamente. Reserve um dia inteiro para conseguir visitar todos os ecossistemas que estão representados e para assistir o show dos golfinhos que acontece algumas vezes por dia, fique atento aos horários assim que chegar lá pra não correr o risco de perder ou ter que esperar muito. O local é totalmente acessível, com trocadores, restaurante e lanchonetes. A parte ruim é que o preço é um pouco salgado, mas vale a pena. Também visitamos o Museu das Ciências que fica próximo ao Oceanário. O prédio é grandioso, mas a impressão que tivemos é que tinha espaço demais pra atração de menos. Além disso, as atividades eram voltadas para crianças mais velhas, o que não impediu que as mãos futuquentas do Moleque  explorassem mesmo não fazendo muito sentido. Tinham outros prédios, mas não deu tempo de visitá-los.
Exposição no Museu das Ciências
- O Centro Histórico http://www.visitvalencia.com/en/what-to-visit-valencia/monuments/historic-centre possui uma arquitetura linda, com várias igrejas, prédios históricos, mercado central, museus, monumentos, praças e parquinhos em cada esquina.
La Lonja de la Sieda



Ficamos hospedados no hotel Aqua 3 http://www.ilunionaqua3.com/fotos/ que fica em cima de um shopping com vários restaurantes, lojas e cinema e em frente a Cidade das Artes e das Ciências. Ele fica no meio do caminho entre a praia e o Centro Histórico, que acessávamos de ônibus com facilidade. Optamos por não incluir o café da manhã na diária, o que foi um bom negócio. Com 10 euros dava pra alimentar os 3 com folga em um café próximo ao ponto do ônibus que nos levava para a praia. Pra falar a verdade tinha vários cafés bem arrumadinhos ao redor do hotel, mas descobrimos um bem simples que era frequentado pelos trabalhadores dos shoppings da região que servia com fartura, ótimo atendimento e bem mais em conta.

Compramos o Valencia Tourist Card já no aeroporto http://shop.visitvalencia.com/en/valencia-tourist-card/product/valencia-tourist-card  que dava direito a entrada em vários museus, desconto no Oceanário e acesso ao transporte público (que funciona muito bem). 

Centro Histórico

Essa viagem gerou um problema familiar. Meu marido se apaixonou por Valência e por ele iria pra lá todo ano ou até se mudaria de vez. Eu continuo apaixonada por Dubrovnik, não pra morar, mas pra ir todo ano. Mas concordo que Valência aparentou ser um lugar bacana pra morar com criança. Organizada, cheia de atrações, tranquila, pessoas sorridentes, ensolarada e com boa comida. Quem sabe...